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Nem todos os projetos estão prontos para anúncios logo no início.

  • Foto do escritor: Vanessa Branco
    Vanessa Branco
  • 20 de fev.
  • 2 min de leitura

Nem todos os projetos estão prontos para anúncios logo no início.

E está tudo bem.

Faz parte do processo!


Há um momento muito comum na vida de um pequeno negócio:

as vendas abrandam… e a primeira solução que surge é investir em anúncios.

É natural.

Se as pessoas não estão a comprar, a lógica parece simples:

é preciso mostrar o produto a mais gente.


Mas nem sempre o problema é a falta de anúncios.

Muitas vezes, a questão está antes disso.

Recentemente, numa reunião com uma pequena marca local, ficou claro que o desafio não era a ausência de anúncios. O produto tinha sido apresentado sobretudo a familiares, amigos e pessoas próximas. E, nesses contextos, o feedback raramente é totalmente sincero.

Não por mal.

Mas porque existe proximidade, empatia e vontade de apoiar.


E há um detalhe importante que muitos negócios esquecem:

mesmo quando perguntamos diretamente a um cliente se gostou do produto, a resposta nem sempre reflete a percepção real.

Quando a pessoa está à nossa frente, é difícil ser totalmente transparente.

Existe um peso social, uma certa reserva em dar uma opinião menos boa, por respeito à pessoa ou ao projeto.

Por isso, o feedback mais valioso é, muitas vezes, o feedback anónimo.

Aquele que protege quem responde e permite uma opinião mais genuína.

Do ponto de vista estratégico, isto é fundamental.


Antes de investir em anúncios, é importante garantir três pontos essenciais:

O produto está validado junto do público certo?

A experiência de compra é simples e acessível?

Os principais obstáculos à compra estão identificados?


Sem estas bases, os anúncios apenas aceleram um processo que ainda precisa de alguns ajustes.

Mais tráfego não resolve um produto desalinhado com o mercado.

Apenas torna esse desalinhamento mais visível… e mais dispendioso.


Foi por isso que, em vez de eu recomendar campanhas, a recomendação foi outra:

criar um questionário anónimo, simples, direto e focado no essencial.

Não para perguntar apenas:

“Gostou do produto?”

Mas para perceber:

“Voltaria a comprar? Porquê?”

Porque o verdadeiro sucesso de um negócio não está na primeira venda.

Está na recompra.

É a recompra que valida o produto.

É a recompra que cria estabilidade.

É a recompra que transforma um comprador num cliente.


Um processo simples de validação pode ajudar a:

identificar os principais obstáculos à compra

perceber o que o cliente valoriza realmente

ajustar o produto ao gosto do mercado

definir prioridades quando não é possível resolver tudo ao mesmo tempo


Só depois destas etapas faz sentido escalar.

Validar.

Analisar.

Ajustar.

E só depois… anunciar.


Nem sempre o melhor conselho que um gestor de tráfego pode dar é:

“vamos investir em anúncios.”

Às vezes, o conselho mais honesto e estratégico é:

“ainda não é o momento.”

E isso também faz parte de um bom trabalho.

 
 
 

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